Millôr Sempre Muito Fernandes
"Além de transformarem o Brasil num cassino, viciaram a roleta."
"I like it like this" (Marley)
1 - Oversleeping - I'm From Barcelona
Contra tudo e contra todos, o meu Flamengo conquistou sua vaga na Libertadores. A campanha do time de Joel Santana foi tão arrasadora que ofuscou até mesmo o quinto título nacional dos bambis do Morumbi. Com os reforços de Fábio Luciano, Íbson e Roger (vai lá) e toda a disposição de Toró e Souza, o time saiu da vice-lanterna para disputar as primeiras posições do campeonato, desafiando TODOS os prognósticos da imprensa esportiva. Somente a torcida acreditou, com sua festa inigualável, provando que nem mesmo o Maracanã tem o tamanho da paixão rubro-negra. Joel Santana mostrou mais uma vez que tem estrela e competência. Ainda lhe falta ousadia e uma certa dose de criatividade, mas é inegável o talento do Cachaça para arrumar o time e conquistar a confiança dos jogadores. Com o embalo da campanha no Brasileirão e a chegada de outros reforços, o meu Flamengo tem tudo para reconquistar o mundo em 2008.
Fernando Henrique Cardoso e a oposição sabem que não existe nenhuma possibilidade de o Lula continuar por mais um mandato. Por maior que seja o apego dos petistas ao poder, não seria nada fácil conseguir alterar a Constituição para permitir um eventual terceiro mandato do presidente. A mudança poderia provocar ainda um efeito cascata em estados e municípios do país. O cálculo político recomenda que os partidos da base governista encontrem outro nome para enfrentar José Serra ou Aécio Neves nas próximas eleições. Não valeria a pena brigar por uma causa no mínimo antipática para a opinião pública. Em entrevistas, sabiamente, o próprio presidente descarta o terceiro mandato. Lulinha não é bobo. Ninguém é. Por isso vamos deixar claro qual é o principal objetivo do alvoroço que a oposição e a imprensa estão criando em cima do tema.
"Há doenças piores que as doenças,
1 - Treehouse - I'm From Barcelona
...uma versão muito doida e divertida do primeiro lugar da semana CParque FM. Impossível não fazer parte do coro e acompanhar o refrão! O pop sueco sempre faz bonito, né? Vê só.
Flamengo e Vasco de basquete no Maracanãzinho nesta quarta-feira. A imprensa inteira presente para flagrar a suposta revanche da torcida rubro-negra contra os vascaínos e botafoguenses que assassinaram um flamenguista na última sexta-feira. Mas quem disse que jornalista entende alguma coisa de torcida organizada? Ou de Maracanã? Quem vive de camarote, cabine de imprensa e vestiário tem muito, muito pouco idéia de como funciona e do que significa um clássico de futebol, por exemplo, quando os 90 minutos de jogo são apenas parte do espetáculo. Um duelo no Maraca sempre começa muito antes e termina muito depois da partida. Sempre tem a volta pra casa. E tem sempre o jogo seguinte. Ao que tudo indica, nada demais aconteceu hoje à noite, o meu Flamengo ganhou do Vice por 81 a 80 e a tal revanche foi adiada. Num jogo visado como esse, que mais poderia haver? Aos poucos, os responsáveis pelo crime começam a ser identificados, não pela polícia, que os liberou em flagrante, mas pela torcida do Flamengo. A Força e a Fúria Jovem não perdem por esperar. O que é deles está muito bem guardado.
Na noite da última sexta-feira, mais de cinqüenta covardes da Força Jovem atacaram, espancaram, roubaram e esculacharam um dos mais antigos e conhecidos membros da Torcida Jovem do Flamengo. Germano, neste momento, está entre a vida e a morte no hospital. Os vascaínos cutucaram o urubu com a vara muito curta. Podem cercar o Maracanã de policiais militares, rastrear o orkut, prender meia dúzia de um lado ou de outro. Pode demorar um ano, dois ou mais. Anotem o que estou dizendo: não vai ficar por isso mesmo.
Tudo bem, vai lá, que Zeca Pagodinho seja um ídolo adorado, cultuado, venerado e lambido por brasileiros e brasileiras. (Ninguém neste país tem a obrigação de conhecer o saudoso geógrafo Milton Santos. Nem o vivíssimo Millôr. Ou tem?) Agora, Ivete Sangalo, não, né? Vamos combinar que não? Pelamordedeusquenãoexiste!
Na semana passada, os paulistanos assistiram aos shows de Devo, Kasabian, Rapture, Lily Allen, Data Rock, Tokyo Police Club, entre outros, no festival Planeta Terra. E no Rio de Janeiro? Lembram da piada? Pois é, e no Rio de Janeiro, camaradinha, nada. Deitados nas areais esplêndidas da antiga capital da República, os cariocas continuamos condenados aos shows das novíssimas revelações do samba na Lapa. Todos com os mesmos padrinhos, os mesmos instrumentos, os mesmos acordes, os mesmos arranjos, requentando eternamente os mesmos sambas de sempre ou se valendo de "inéditas" dos mesmos compositores de sempre. Como já disse aqui uma vez, cada crente tem o santo que merece!
1 - All I Need - Radiohead
Não existe polêmica nenhuma a respeito dos cinco títulos brasileiros do meu Flamengo. Dez anos antes da Seleção Brasileira e quinze anos antes dos bambis do Morumbi, o clube mais querido do planeta conquistou nos gramados o seu pentacampeonato. Todos sabem o que se passou na Copa União de 1987. No fim das contas, a Confederação Brasileira de Futebol não reconhece o Flamengo como o legítimo campeão brasileiro daquele ano até hoje por um rixa pessoal do seu presidente Ricardo Teixeira com o então e atual presidente rubro-negro Márcio Braga. Eu estava lá, meninos, e eu vi o Bebeto correr para alcançar a bola antes do Taffarel. Flamengo 1 x 0 Internacional. Foi o último título do Zico no clube e o primeiro a que assisti na arquibancada do Maracanã. Inesquecível. A CBF e os Do Contra (vocês sabem, no Brasil, metade da população é Flamengo, metada é Do Contra) não podem legislar sobre a minha memória ou sobre a história. Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Zinho, Zico, Renato Gaucho e Bebeto são os únicos e verdadeiros campeões brasileiros de 1987. Ponto final.