Monday, September 25, 2006

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Os escândalos recentes envolvendo direta ou indiretamente o governo Lula não expõem apenas as entranhas da política petista. As mazelas em destaque na mídia hoje não são novidade na vida pública nacional, por maior que seja o esforço de convencimento de determinados jornais e revistas que representam determinados interesses financeiros. São grupos privados, que assim se assumam.

É assim que se fez e se faz política no Brasil: com caixa-dois, dossiê e todo o tipo de corrupção e golpe baixo. O governo anterior, tucano, que representa o que há de mais elitista neste país, varreu para debaixo da cadeira da presidência uma série de acusações graves durante oito anos. O professor Fernando Cardoso é um intelectual medíocre, um político desonesto e um homem cretino. Comprou a sua reeleição em 1998. Alterou a Constituição. Não tem o direito de abrir a boca para pedir mais sangue no ringue ou disparar ofensas contra o presidente Lula. Não faz jus a um homem que se julga tão superior aos outros.

O Partido dos Trabalhadores tem uma história que não merece ser jogada no lixo por Dirceu, Genoino, Berzoini e nem por Caetano Veloso, Arnaldo Jabor e Clóvis Rossi. Apesar dos problemas, que são muitos, alguns, indefensáveis, um governo do Lula sempre vai ser melhor do que um governo do Alckmin ou da Heloísa Helena (vergonhosamente apoiado pelos trotskistas do PSTU). Há uma campanha em marcha neste momento para que Lula sangre na reta final e aconteça o segundo turno. O PT ainda incomoda. Não me agrada em cheio, não se engane, mas a candidatura petista é o que de melhor há à disposição, em uma avaliação pragmática e cínica até, talvez, mas sincera e realista. Por isso, no próximo domingo, é Lula-Lá de novo.

PêEsse: As vias institucionais brasileiras são artérias obstruídas. Ou há de se desobstruí-las ou se tentar outro caminho. Mais à esquerda.

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