Monday, February 08, 2010

Embromation Society

Não assistiria ao show da Beyoncé nem de graça. Mas é uma sacanagem com o público brasileiro colocarem a Wanessa Camargo para abrir a turnê no país.

Depois de investir no som "baba brega" de seus antecedentes e casar-se com um empresário do show business tupiniquim, a neta do Francisco agora quer nos convencer de que é uma estrela do pop internacional.

Pelo visto, nem o público da Beyoncé gostou: Wanessa nega, mas há relatos de sonoras vaias durante a sua brevíssima apresentação no Rio de Janeiro.

Acho que vai ser difícil transformá-la em uma diva brasileira do hip-hop. Falta a Wanessa algo difícil de definir, mas que pode ser resumido como: talento. Ou pelo menos a "gostosura" que garante a fama da Beyoncé. Em comum, as duas só têm os cabelos sempre esvoaçantes.

Melhor seria se ela somasse forças com outros ex-jovens sertanejos e ingressasse na banda de "rock errou" do eternamente sandy Júnior. Bizarria por bizarria, esta seria insuperável. Nem Marcelo Camelo gravando com Mallu Magalhães chegaria perto.

Na Sala de Leitura

Confira o dossiê A trajetória política de João Goulart no portal do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Wednesday, February 03, 2010

As Cinco Mais da Semana CParque FM:

1 - You Really Got A Hold On Me - Beatles
2 - In The Mouth A Desert - Pavement
3 - Power Out - Arcade Fire
4 - Vicar In A Tutu - Smiths
5 - Dangerous - Akon

Tropeço

Se esse timinho do Olaria correr contra o Fluzinho o que correu hoje contra o meu Flamengo, as bonequinhas das Laranjeiras vão ter trabalho no próximo domingo.

Empatamos - em 3 a 3 - pela primeira vez no campeonato e jogamos por uma vitória sobre o Boavista na última rodada para nos classificarmos em 1º do Grupo A.

Mais uma vez, a dupla Adriano e Vagner Love funcionou, garantindo um empate quando a derrota já estava a caminho. Mais uma vez, o sistema defensivo deixou a desejar, vítima da lentidão e da desorganização diante dos contra-ataques velozes do Olaria.

Por duas vezes a bola passou entre as pernas do Bruno e isto não é aceitável. A atuação do Fernando não é aceitável. O pênalti do David, também não. Empatar com o Olaria no Maracanã não é e jamais será aceitável para um time como o Flamengo.

Tem clube que leva de seis a zero e a torcida engole. Tem timinho que é surrado pela LDU e a torcida aplaude. Tem freguês que desce para a segunda divisão e torcedor tenta se matar. Aqui ninguém vai se suicidar por um empate com o Olaria. Mas ninguém aqui também vai deixar passar em branco. Ficaram devendo e nós vamos cobrar.

Avante, Flamengo!

Tuesday, February 02, 2010

Discoteca básica

Preste atenção.

Nenhuma banda entra na parada de sucessos da CParque FM por acaso.

(Aqui não tem jabaculê.)

Muito menos The Lemonheads.

Reencontrei-me com o disco It's A Shame About Ray outro dia e praticamente não consigo ouvir outra coisa.

Lançado em 1992, o álbum aponta para uma outra fase da banda, que lançou seu primeiro EP em 1986. Sem o parceiro Ben Deily, também compositor e vocalista do grupo, Evan Dando fez com a baixista convidada Juliana Hatfield (que deixa o Lemonheads logo depois das gravações) um dos melhores discos dos anos 90. Sem dúvida, mais melodioso do que seus trabalhos anteriores. E ainda tem toda aquela barulheira.

É o CD que tem o maravilhoso cover do clássico Mrs. Robinson, de Simon & Garfunkel. Foi o auge de popularidade da banda, que nunca fez assim muito sucesso. Muito provavelmente, Evan Dando ainda é mais conhecido do que o grupo que fundou.

Conheci o disco em um tempo remoto em que se alugavam CDs para serem gravados em fitas cassetes. Havia uma ótima locadora no Largo do Machado, no segundo andar da galeria Condor. Quem não viu não vai acreditar no tamanho da Video Game Center, na Tijuca. Como o aparelho de CD ainda não se popularizara, a solução era gravar na fita os discos preferidos. Sem esquecer de anotar os nomes das músicas no encarte do cassete.

Desde então a impressão é a mesma. É um álbum primoroso, com faixas maravilhosas como Alison's Starting to Happen, Confetti, My Drug Buddy, Bit Part e Kitchen.

Sem esquecer, é claro, da música que dá nome ao disco.

Com os camaradinhas, It's a Shame About Ray, no clipe original, estrelado por Johnny Depp, que já namorou a Winona Rider, vai dirigir o documentário sobre Keith Richards e está cotado para interpretar Ozzy Osbourne nos cinemas, por sugestão do próprio senhor das trevas. Um cara de sorte.

Monday, February 01, 2010

Rio Douro


Fim de tarde na cidade do Porto.

E na Visita Guiada:

Vamos juntos ao novo site do Maior Movimento de Torcidas do Brasil.

E na CParque FM:

Lemonheads, sempre.

Os nomes das coisas

Os camaradinhas já sabem que é possível reconhecer uma banda interessante pelo seu próprio nome, pelo nome de seus discos e pelos nomes de suas músicas.

E o inverso também é verdadeiro.

Vejam vocês a Pitty. Dá pra confiar em uma roqueira baiana com esse nome? Dá pra confiar em um banda que lança discos como Admirável Chip Novo ou Chiaroscuro?

Também tem esse tal de CPM 22. Neste caso, o nome do grupo diz quase tudo. Mas não é uma feliz coincidência que o vocalista da banda seja conhecido como Badauí?

Isso para não falar de NX Zero e Fresno. Dispensam comentários.

Na seara da MPB, dá pra levar a sério uma cantora chamada Maria Gadu? Cantando na novela das nove uma música intitulada Shimbalaiê?

O mesmo caso de aplica ao Coldplay, cujo vocalista é Chris Martin. Combinação mais sem graça impossível. Nomes insossos, banda mais insossa ainda.

Sejamos mais exigentes.

Sunday, January 31, 2010

O baile do vermelho e preto

Nada como começar o ano de 2010 no Maracanã assistindo ao Flamengo atropelar o Timinho por 5 a 3.

Foi uma daquelas vitórias abençoadas, inesquecíveis, com todo esse nosso jeito flamenguista de ser.

Vencendo por 3 a 1 no primeiro tempo, os tricoletes gritaram "olé", entoaram o tenebroso "silêncio na favela" e comemoraram a provável goleada.

Com as certeiras substituições promovidas pelo Andrade, porém, (Vinicius Pacheco no lugar do Pet e Williams no de Fernando), o Flamengo voltou com outro espírito para o segundo tempo, arrancando um empate em 3 a 3 em poucos minutos. A inevitável virada tornar-se-ia ainda mais dramática, quando nosso zagueiro Álvaro foi expulso.

Em desvantagem numérica, mostramos, afinal, porque somos o Flamengo e porque os outros são os outros. Com o gol de misericórdia de Adriano no final do segundo tempo, fechamos a virada em 5 a 3, com um jogador a menos, no melhor jogo do ano em todos os campeonatos estaduais do país.

O bloco Imprensa Que Eu Amo anunciou no sábado e o meu Flamengo confirmou no domingo: já é carnaval no Rio de Janeiro.

PegaUmPegaGeral: Já estava cansado de humilhar vascaínos e botafoguenses. Chegou a hora das bonequinhas das Laranjeiras. Vamos entrar com bola e tudo!

Querédito: Foto de Fernando Maia, do Globo.

Na Sala de Leitura

Visita obrigatória de todos os dias. Com os camaradinhas, um dos craques da resenha esportiva flamenguista, o profeta Arthur Muhlenberg.

Na Sala de Vídeo

Vi o clipe outro dia na EmeTêVê e achei o máximo.

Grande vídeo para uma grande música.

Single do último disco dos franceses do Phoenix, Wolfgang Amadeus Phoenix, lançado em 2009. É pra tocar no último volume do emepêtrês e começar bem a semana.

Confere lá.

Friday, January 29, 2010

Cranberries no Rio

Foi lindo o show do Cranberries na última quinta-feira no Rio de Janeiro.

Lindo, lindo, lindo.

Dolores é uma fofa. Sua voz, ao vivo, é ainda mais impressionante do que nos discos. O sotaque irlandês, ainda mais bonito. Muito à vontade no palco, ela pediu desculpas por ter demorado tanto a tocar na cidade, disse que visitou e adorou o Jardim Botânico, falou muito sobre seus quatro filhos e dançou freneticamente, daquele mesmo jeito que nós vemos nos clipes.

Noel Hogan (guitarra), Mike Hogan (baixo) e Fergal Lawler (baterista), acompanhados por um músico de apoio, também foram muito bem, deslizando suave pelas baladas e atacando com muita energia nas músicas mais pesadas.

De volta à estrada depois de sete anos, sem disco novo, o Cranberries veio para tocar os seus maiores sucessos em sua primeira turnê na América Latina. Em uma hora e meia de espetáculo no Casa do Caralho Hall, não faltaram clássicos como When You're Gone, Salvation, Zombie, Ridicoulous Tought, Linger e Free to Decide. Dolores também apresentou duas canções de seu trabalho solo, pouco conhecido por aqui.

O encerramento com Dreams foi como um gol do Adriano Imperador aos 43 do segundo tempo.

Lindo, lindo, lindo.

Valeu a pena esperar tanto tempo.

Monday, January 25, 2010

Hoje ainda é segunda

O tempo passa, o tempo voa...

... e toda segunda-feira eu acordo e vou dormir pensando no Vasco.

Dolores...

... O'Riordan já foi assim:













Assim:










E assim:













Mas nunca deixou de ser uma das musas do César Parque.

Na Sala de Vídeo, o Cranberries toca Dreams.

No aquecimento para o show de quinta-feira.

Raul, o patrono

A pequena exposição Raul Seixas - O Prisioneiro do Rock mostra meu querido Raulzito se exibindo para as lentes do fotógrafo Ivan Cardoso.

Em poses maravilhosas, como essa aqui ao lado.

Está em cartaz no Unibanco Artplex, em Botafogo, no Rio de Janeiro.

A foto da foto é minha.

E na Visita Guiada:

Vamos juntos ao meu twitter.

Acompanhe as novidades do César Parque e otras thingzinhas a mais.

É o amor

O Manto Sagrado caiu muito bem em Vagner Love.

Em sua estreia contra o Bangu, no último sábado, o Artilheiro do Amor marcou dois gols.

Pela primeira vez em muitos anos, o Flamengo tem em seu ataque dois matadores. Adriano e Love sabem e gostam de fazer gol e isso vai fazer a diferença nesta temporada.

Depois de três vitórias consecutivas no Campeonato Estadual, enfrentamos o Americano de Campos nesta quarta-feira, às 19h30, no Maracanã. É mais um aperitivo para o Fla x Flu de domingo.

Abre o olho, Fred, que o Love vai te pegar!

QueSacode: O Foguinho inaugurou estátua do Garrincha, estreou camisa nova, promoveu a estreia do uruguaio Loco Abreu e levou de 6 a 0 do timinho do Asco no Vazião de Engenho de Dentro. Que vexame! Vai ser dura a briga pelo vice campeonato carioca em 2010.

Querédito: A foto é de Alexandre Cassiano, do Globo.

Cidadão Boilesen

Ainda está em cartaz nos cinemas um documentário imperdível sobre a relação entre empresários e militares durante a ditadura de 1º de abril de 1964.

Dirigido por Chaim Litewski, Cidadão Boilesen revela a atuação do presidente da Ultragaz na montagem e aperfeiçoamento do aparelho repressivo da ditadura em São Paulo. A Oban (Operação Bandeirante) serviria de projeto-piloto para a implementação do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna) em todo o Brasil.

Dinamarquês naturalizado brasileiro, o personagem que dá nome ao filme, Henning Boilesen, foi apenas um dos sócios do regime encarregados de arrecadar dinheiro entre empresários paulistas para financiar os centros de tortura no Estado.

Destacou-se, porém, por gostar de freqüentar os porões e assistir ao suplício dos presos políticos. Deve-se a ele a introdução de um instrumento de tortura, acionado por um teclado, que emitia choques elétricos. A peça entrou para a história como Pianola Boilesen.

Denunciado pelos presos detidos na Oban, Boilesen foi assassinado em uma operação que envolveu militantes da Aliança Nacional Libertadora (ALN) e do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT) em 15 de abril de 1971, na Alameda Casa Branca, em São Paulo.

Ao traçar sua trajetória, o documentário de Chaim Litewski joga luz sobre o conluio de interesses entre os chefes militares e os grandes empresários nos Anos de Chumbo. Assim como Boilesen, empreiteiros, banqueiros e donos de jornais foram peças fundamentais na implementação do aparelho policial-repressivo da ditadura.

Estes homens honrados de terno e gravata também têm suas mãos sujas de sangue.

Confira abaixo o trailer: