Rock Indie Fest - 26/07/2007
A noite só começaria depois do show da Nação Zumbi, um substituto controverso para o Mombojó, que tem o mesmo peso que as outras bandas brasileiras escaladas. Jorge du Peixe, Lucio Maia e os outros caranguejos são a melhor banda em atividade do país. Aliás, não tem nem pra Rakes nem pra Magic Numbers. A escolha da Nação pode ter sido para motivar o público carioca, que sempre vacila em shows de rock, mas criou um clima esquisito. As coisas pareciam fora do lugar, como diria o outro. Com a chegada do público mais cedo, porém, a segunda atração da noite conseguiu colocar pra quebrar. Os brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju fizeram um ótimo show, com grande presença da grande banda, seu excelente naipe de metais, e um vocalista talentoso e carismático. A vibração é impressionante para quem ouviu o primeiro e homônimo disco do grupo. No palco, os rapazes divertiam-se tanto quanto a platéia, um clima que não está registrado no CD. Um espetáculo com direito a uma roda improvisada em plena pista do Circo Voador, com músicos no meio do público. Um grande show! Faltavam apenas os Rakes, que têm dois bons discos lançados, um rock do bom, dançante, direto, com letras atentas e curiosas. Ainda bem que os ingleses só confirmaram a quinta-feira como a noite mais animada do festival, apesar de o melhor show ter acontecido na quarta. O Móveis Coloniais de Acaju deixou a rapaziada no ponto para dançar com o rock do Rakes, uma das mais típicas bandas inglesas. O vocalista se entorta como o saudoso Ian Curtis, do saudoso Joy Division, o guitarrista é um nerd, daqueles estereotipados, e o som é contagiante, com o DNA do que melhor se fez no Reino Unido. Destaque para "We Danced Together", com todo mundo empolgado na pista. O Rock Indie Fest já abriu o apetite. Que venha o Tim em outubro!

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