Monday, July 30, 2007

O César Parque informa:

está aberta a temporada de caça aos tucanos na Paraíba.

As Martas que me desculpem...











...mas as meninas da ginástica rítmica do Brasil são as musas do Pan.

As Cinco Mais da Semana CParque FM:

1 - Zurich Is Stained - Pavement
2 - We Danced Together - The Rakes
3 - Cash Machine - Hard-Fi
4 - Resposta ao Tempo - Nana Caymmi
4 - Badhead - Blur

Paulo sempre será Leminski

"Tudo é vago e muito vário,
meu destino não tem siso,
o que eu quero não tem preço,
ter um preço é necessário,
e nada disso é preciso"

Rock Indie Fest - 25/07/2007

O Circo Voador ainda estava vazio quando Lucas Santanna & Seleção Natural deixaram cair os primeiros acordes do Rock Indie Fest na quarta-feira. O baiano, que mora aqui no Rio de Janeiro, alterna cavaquinho e guitarra, tem boas canções, misturas surpreendentes, mas o seu trabalho, como diria Morrissey, "não diz nada sobre a minha vida". Não empolga, apesar de merecer atenção. A segunda atração da noite já encarou o Circo um pouco mais cheio, com a chegada do público do Magic Numbers. Os paulistas do Hurtmold, porém, em nada empolgaram a platéia. Seu som instrumental viajava por horas, com solos muito exagerados. Vale o experimentalismo da rapaziada, mas desceu quadrado para quem esperava ouvir as canções dos gordinhos ingleses. E foram 50 minutos de sonzeira psicodélica até que os Magic Numbers tocassem para pista e arquibancada já cheias e empolgadas. Foi fácil ganhar o jogo com a torcida a favor e um incrível repertório de canções cativantes, aquelas que gostamos de cantar juntos. Romeo Stodart, o gordinho guitarrista e vocalista, parecia não acreditar que uma garotada do Brasil soubesse de cor todas as suas letras. Depois os artistas ainda reclamam da internet! As canções funcionaram todas, com destaque para a afinação dos vocais, tão bons quanto os que ouvimos nos discos. Destaque também para a baixista Michelle, irmã de Romeo, que simplesmente toca pra caralho. Os Magic Numbers vieram para vencer e fizeram o melhor show do festival.

Rock Indie Fest - 26/07/2007

A noite só começaria depois do show da Nação Zumbi, um substituto controverso para o Mombojó, que tem o mesmo peso que as outras bandas brasileiras escaladas. Jorge du Peixe, Lucio Maia e os outros caranguejos são a melhor banda em atividade do país. Aliás, não tem nem pra Rakes nem pra Magic Numbers. A escolha da Nação pode ter sido para motivar o público carioca, que sempre vacila em shows de rock, mas criou um clima esquisito. As coisas pareciam fora do lugar, como diria o outro. Com a chegada do público mais cedo, porém, a segunda atração da noite conseguiu colocar pra quebrar. Os brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju fizeram um ótimo show, com grande presença da grande banda, seu excelente naipe de metais, e um vocalista talentoso e carismático. A vibração é impressionante para quem ouviu o primeiro e homônimo disco do grupo. No palco, os rapazes divertiam-se tanto quanto a platéia, um clima que não está registrado no CD. Um espetáculo com direito a uma roda improvisada em plena pista do Circo Voador, com músicos no meio do público. Um grande show! Faltavam apenas os Rakes, que têm dois bons discos lançados, um rock do bom, dançante, direto, com letras atentas e curiosas. Ainda bem que os ingleses só confirmaram a quinta-feira como a noite mais animada do festival, apesar de o melhor show ter acontecido na quarta. O Móveis Coloniais de Acaju deixou a rapaziada no ponto para dançar com o rock do Rakes, uma das mais típicas bandas inglesas. O vocalista se entorta como o saudoso Ian Curtis, do saudoso Joy Division, o guitarrista é um nerd, daqueles estereotipados, e o som é contagiante, com o DNA do que melhor se fez no Reino Unido. Destaque para "We Danced Together", com todo mundo empolgado na pista. O Rock Indie Fest já abriu o apetite. Que venha o Tim em outubro!

Mais uma dose

Eu pedi, a torcida pressionou e Ney Franco, o Fraco, não é mais o técnico do meu Flamengo. Foram doís títulos importantes em pouco mais de um ano pelo clube: uma Copa do Brasil contra o Vice pra Sempre e um Carioca contra a Cachorrada. (Taça Guanabara não vale. Quem conta título de Taça Guanabara é torcedor do América e do Fluminense.) Apesar do retrospecto, Ney pôs tudo a perder na Libertadores e não estava conseguindo ganhar de ninguém no Brasileirão. Sua demissão já devia ter acontecido. Técnico do Ipatinga de Minas Gerais, o Fraco jamais compreendeu a grandeza do Mais Querido. A situação estava que não poderia piorar.

Vacilante como sempre, a diretoria rubro-negra optou, então, pelo velho Joel Sócana, a quem todos os Flamenguistas devemos um muito obrigado. Com seu feijão-com-arroz, Joel sempre arrebatou títulos e salvou times da segundona. Muito provavelmente era o salário que o meu Mengo poderia pagar neste momento. Eu, confesso, preferia o Abel Braga, um treinador mais ambicioso e disciplinador, mas estou junto com o Cachaça nesta jornada. Muitos jogadores ainda vão estrear, o campeonato é longo. Está chegando a hora de ver o meu Flamengo de novo no Maraca.

Sunday, July 22, 2007

Mas é claro que mereces um clipe

Este aqui é teu.

Para a segunda-feira não deixar esquecer o fim de semana.

As Cinco Mais da Semana CParque FM:

1 - Little Superstitions - Rakes
2 - Ziggy Stardust - Bowie
3 - Heat Dies Down - Kaiser Chiefs
4 - Oh, Me - Nirvana
5 - No One Else - Weezer

Decepção rubro-negra

Pois então o meu Flamengo chegou à última posição na tabela, o fim do poço propriamente dito. E não adianta a desculpa da direção do Mais Querido de que temos três jogos a menos do que os adversários. O time está à deriva, sem comando, sem vibração e sem compromisso com a vitória. E agora, sem o Renato Psico, o Renato Preto, jogador mais importante do Mengo nos últimos anos, a situação fica ainda mais complicada. Não dá para entender por que o Ney Franco continua com técnico, quando os últimos resultados mostram que seu ciclo no clube acabou. Não dá para aturar a omissão da diretoria. Márcio Braga e Kleber Leite continuam com suas contratações atrapalhadas e promessas esfarrapadas. O meia Roger não conseguiu jogar bola nem no timinho de terceira divisão das Laranjeiras, pode até acertar, acontece, mas não merece a confiança que alguns torcedores e comentaristas ainda depositam nele. O time atual é ruim e preguiçoso, e jogadores como Renato Augusto precisam ser desmascarados. Não há mais tempo a perder na Gávea. Ou alguém toma uma providência ou desta vez vamos ser candidatos realmente sérios à segunda divisão.

Remedinho do diabo

A carruagem da cachorrada já está virando abóbora. Sem a "pílula do capeta", a tal cafeína ingerida antes das partidas, o timinho de segunda de Marechal Hermes não consegue ganhar mais de ninguém no Brasileirão. Dodôpado? Que vergonha!

Monday, July 16, 2007

O súbito fim do mito do batera maneta

Já assistiu ao vídeo ao lado? Pois aqui estava eu a pesquisar uns clipes do Bowie no Iu Tubi quando me deparei com uma versão acústica do Def Leppard para “Space Oditty”. Você consegue acreditar nisso? Não, não, esqueça a performance e a importância do número. Pela primeira vez na vida eu pude tirar a prova de um verdadeiro mito do rock and roll. Será que o batera da banda realmente só tem um braço? Ouvi a história muitas vezes, mas nunca cheguei a conferir se era verdadeira. De repente, o You Tube me oferece o veredicto. Eu vi, camaradinha, eu vi: o malandro é mesmo maneta (a menos, é claro, que ele esteja com o outro braço escondido dentro da camiseta - show business, você sabe). Veja com seus próprios olhos.

A propósito: A pesquisa supracitada tinha finalidade. O vídeo dedicado ao amigo querido que aniversaria hoje é esse. Que o Segurança hoje e sempre nos proteja!

A propósito II: Outro amigo, mais novo e mais antigo, também faz anos hoje. E também merece um clipe. Esse aqui é seu, meu camarada. We’re the angry mob!