Sunday, January 31, 2010

O baile do vermelho e preto

Nada como começar o ano de 2010 no Maracanã assistindo ao Flamengo atropelar o Timinho por 5 a 3.

Foi uma daquelas vitórias abençoadas, inesquecíveis, com todo esse nosso jeito flamenguista de ser.

Vencendo por 3 a 1 no primeiro tempo, os tricoletes gritaram "olé", entoaram o tenebroso "silêncio na favela" e comemoraram a provável goleada.

Com as certeiras substituições promovidas pelo Andrade, porém, (Vinicius Pacheco no lugar do Pet e Williams no de Fernando), o Flamengo voltou com outro espírito para o segundo tempo, arrancando um empate em 3 a 3 em poucos minutos. A inevitável virada tornar-se-ia ainda mais dramática, quando nosso zagueiro Álvaro foi expulso.

Em desvantagem numérica, mostramos, afinal, porque somos o Flamengo e porque os outros são os outros. Com o gol de misericórdia de Adriano no final do segundo tempo, fechamos a virada em 5 a 3, com um jogador a menos, no melhor jogo do ano em todos os campeonatos estaduais do país.

O bloco Imprensa Que Eu Amo anunciou no sábado e o meu Flamengo confirmou no domingo: já é carnaval no Rio de Janeiro.

PegaUmPegaGeral: Já estava cansado de humilhar vascaínos e botafoguenses. Chegou a hora das bonequinhas das Laranjeiras. Vamos entrar com bola e tudo!

Querédito: Foto de Fernando Maia, do Globo.

Na Sala de Leitura

Visita obrigatória de todos os dias. Com os camaradinhas, um dos craques da resenha esportiva flamenguista, o profeta Arthur Muhlenberg.

Na Sala de Vídeo

Vi o clipe outro dia na EmeTêVê e achei o máximo.

Grande vídeo para uma grande música.

Single do último disco dos franceses do Phoenix, Wolfgang Amadeus Phoenix, lançado em 2009. É pra tocar no último volume do emepêtrês e começar bem a semana.

Confere lá.

Friday, January 29, 2010

Cranberries no Rio

Foi lindo o show do Cranberries na última quinta-feira no Rio de Janeiro.

Lindo, lindo, lindo.

Dolores é uma fofa. Sua voz, ao vivo, é ainda mais impressionante do que nos discos. O sotaque irlandês, ainda mais bonito. Muito à vontade no palco, ela pediu desculpas por ter demorado tanto a tocar na cidade, disse que visitou e adorou o Jardim Botânico, falou muito sobre seus quatro filhos e dançou freneticamente, daquele mesmo jeito que nós vemos nos clipes.

Noel Hogan (guitarra), Mike Hogan (baixo) e Fergal Lawler (baterista), acompanhados por um músico de apoio, também foram muito bem, deslizando suave pelas baladas e atacando com muita energia nas músicas mais pesadas.

De volta à estrada depois de sete anos, sem disco novo, o Cranberries veio para tocar os seus maiores sucessos em sua primeira turnê na América Latina. Em uma hora e meia de espetáculo no Casa do Caralho Hall, não faltaram clássicos como When You're Gone, Salvation, Zombie, Ridicoulous Tought, Linger e Free to Decide. Dolores também apresentou duas canções de seu trabalho solo, pouco conhecido por aqui.

O encerramento com Dreams foi como um gol do Adriano Imperador aos 43 do segundo tempo.

Lindo, lindo, lindo.

Valeu a pena esperar tanto tempo.

Monday, January 25, 2010

Hoje ainda é segunda

O tempo passa, o tempo voa...

... e toda segunda-feira eu acordo e vou dormir pensando no Vasco.

Dolores...

... O'Riordan já foi assim:













Assim:










E assim:













Mas nunca deixou de ser uma das musas do César Parque.

Na Sala de Vídeo, o Cranberries toca Dreams.

No aquecimento para o show de quinta-feira.

Raul, o patrono

A pequena exposição Raul Seixas - O Prisioneiro do Rock mostra meu querido Raulzito se exibindo para as lentes do fotógrafo Ivan Cardoso.

Em poses maravilhosas, como essa aqui ao lado.

Está em cartaz no Unibanco Artplex, em Botafogo, no Rio de Janeiro.

A foto da foto é minha.

E na Visita Guiada:

Vamos juntos ao meu twitter.

Acompanhe as novidades do César Parque e otras thingzinhas a mais.

É o amor

O Manto Sagrado caiu muito bem em Vagner Love.

Em sua estreia contra o Bangu, no último sábado, o Artilheiro do Amor marcou dois gols.

Pela primeira vez em muitos anos, o Flamengo tem em seu ataque dois matadores. Adriano e Love sabem e gostam de fazer gol e isso vai fazer a diferença nesta temporada.

Depois de três vitórias consecutivas no Campeonato Estadual, enfrentamos o Americano de Campos nesta quarta-feira, às 19h30, no Maracanã. É mais um aperitivo para o Fla x Flu de domingo.

Abre o olho, Fred, que o Love vai te pegar!

QueSacode: O Foguinho inaugurou estátua do Garrincha, estreou camisa nova, promoveu a estreia do uruguaio Loco Abreu e levou de 6 a 0 do timinho do Asco no Vazião de Engenho de Dentro. Que vexame! Vai ser dura a briga pelo vice campeonato carioca em 2010.

Querédito: A foto é de Alexandre Cassiano, do Globo.

Cidadão Boilesen

Ainda está em cartaz nos cinemas um documentário imperdível sobre a relação entre empresários e militares durante a ditadura de 1º de abril de 1964.

Dirigido por Chaim Litewski, Cidadão Boilesen revela a atuação do presidente da Ultragaz na montagem e aperfeiçoamento do aparelho repressivo da ditadura em São Paulo. A Oban (Operação Bandeirante) serviria de projeto-piloto para a implementação do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna) em todo o Brasil.

Dinamarquês naturalizado brasileiro, o personagem que dá nome ao filme, Henning Boilesen, foi apenas um dos sócios do regime encarregados de arrecadar dinheiro entre empresários paulistas para financiar os centros de tortura no Estado.

Destacou-se, porém, por gostar de freqüentar os porões e assistir ao suplício dos presos políticos. Deve-se a ele a introdução de um instrumento de tortura, acionado por um teclado, que emitia choques elétricos. A peça entrou para a história como Pianola Boilesen.

Denunciado pelos presos detidos na Oban, Boilesen foi assassinado em uma operação que envolveu militantes da Ação Nacional Libertadora (ALN) e do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT) em 15 de abril de 1971, na Alameda Casa Branca, em São Paulo.

Ao traçar sua trajetória, o documentário de Chaim Litewski joga luz sobre o conluio de interesses entre os chefes militares e os grandes empresários nos Anos de Chumbo. Assim como Boilesen, empreiteiros, banqueiros e donos de jornais foram peças fundamentais na implementação do aparelho policial-repressivo da ditadura.

Estes homens honrados de terno e gravata também têm suas mãos sujas de sangue.

Confira abaixo o trailer:

Tuesday, January 19, 2010

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Is This It dos Strokes merece figurar nos primeiros lugares de todas as listas de melhores discos da última década.

Com os camaradinhas, na Sala de Vídeo, a faixa 8.

Monday, January 18, 2010

Exposição Carlos Mariguella

Encerrou-se neste domingo, na Caixa Cultural, no centro do Rio, a exposição em lembrança aos 40 anos da morte de Carlos Marighella.

A curadoria foi de Isa Grinspum e Vladimir Sacchetta.

As fotos são minhas.



















Carlos Marighella (1911-69), liderança do PCB, fundador da ALN















Foram dois meses de exposição e homenagens ao revolucionário comunista



















Na reprodução, a carteira de militante do PCB















Antes e depois da prisão em 1936. As fotos serviram como prova da tortura praticada pela polícia política de Getúlio Vargas



















Periódico clandestino do PCB na década de 1930















Os camaradas do Partidão em 1946, em breve período de legalidade















Um vídeo foi gravado especialmente para a mostra. No detalhe, o depoimento do historiador marxista Jacob Gorender















Mariguella, a mulher Clara Charf e a família















Carlos era filho da negra brasileira Maria Rita do Nascimento e do imigrante italiano Augusto Marighella















A organização revolucionária Ação Libertadora Nacional foi fundada em 1969



















Carlos Marighella tornou-se o inimigo número 1 da ditadura de 1964



















Sua principal obra, "Manual do Gurrilheiro Urbano", foi traduzida para dezenas de línguas e circulou o mundo















A revista Fatos e Fotos anuncia a morte de Marighella e o exílio de Caetano e Gil



















A lápide improvisada foi substituída por um túmulo projetado por Niemeyer, com a frase: "Não tive tempo para ter medo"



















No cartaz, uma última homenagem: deputado, companheiro, pai, amigo, guerrilheiro, comunista, brasileiro, baiano, negro, herói.

Diga Não!

A Associação Juízes para a Democracia (AJD) está recolhendo assinaturas para o manifesto contra a anistia aos torturadores da ditadura de 1º de abril de 1964.

Em breve, o Supremo Tribunal Federal julgará a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 153, proposta em 2008 pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

O objetivo da ação é requerer que a Corte Suprema interprete o artigo 1º da Lei da Anistia e declare que ela não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da repressão contra os seus opositores políticos.

A petição da AJD será enviada aos ministros do Supremo Tribunal Federal e ao Procurador Geral da República.

Para assinar o manifesto, clique no link da Sala de Leitura.

Thursday, January 14, 2010

Terra boa

Um dos poema que decoram o túmulo de Fernando Pessoa em Lisboa

Gansinirrose*

O Guns N' Roses confirmou seu retorno ao Brasil em março. Faz show em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro - dia 14, na Praça da Apoteose - e Porto Alegre.

Hoje o camaradinha ri.

É verdade que o Nevermind do Nirvana sacudiu Axl Rose e companhia para fora do mapa em 1991.

Mas isso aqui em 1992 ainda era foda:



* Breve homenagem a um velho amigo, que assim - ingenuamente, éramos crianças - pronunciava o nome da banda.

E na CParque FM:

Gang of Four, sempre.

Só Love, Só Love

Vagner Love chega como uma ótima notícia para a torcida do meu Flamengo, às vésperas de sua estréia no Campeonato Estadual neste domingo, às 17h, contra o Duque de Caxias, no Maracanã.

É verdade que sua última passagem no Palmeiras deixou a desejar, mas o Artilheiro do Amor tem tudo para formar com Adriano uma dupla de atacantes poderosa. Nascido no Rio de Janeiro, flamenguista de coração, Love tem o perfil de jogador que a torcida do meu Flamengo gosta: é abusado, é irreverente, é brigador, é ambicioso, é artilheiro.

Seja bem vindo!

ÉMatador: O apelido - Love - Vagner ganhou quando o encontram com uma mulher na concentração durante a Copa São Paulo de Juniores de 2002.

EPorFalarNissoAdeusCopinha: Fomos eliminados nos pênaltis pelo CFZ de Brasília, depois de um empate em 2 a 2. Vocês assistiram às cobranças? O rapaz que veste as luvas rubro-negras nunca deve ter visto o Bruno treinar. Foi bola de um lado, goleiro do outro.

EuAindaNãoDisse: E tenho a obrigação de dizer: duvidei do Andrade até o último minuto e - graças a São Judas Tadeu - quebrei a cara. Hoje tudo que posso fazer é deixar o meu muito obrigado pelo Hexa.

FoiMalAí: Não encontrei o crédito da foto.

Wednesday, January 13, 2010

I love The Smiths

500 Dias com Ela tem tudo para ser um grande filme. E é. Mas a cena em que o casal se encontra no elevador ao som de There is a light that never goes out, dos Smiths, é antológica.

Mais ou menos assim:

As Cinco Mais da Semana CParque FM:

1 - Rio - Duran Ruran
2 - I Wanna Be Adored - Stone Roses
3 - Always Where I Need To Be - Kooks
4 - Radio Free Europe - REM
5 - Never Miss a Beat - Kaiser Chiefs

E na Visita Guiada:

vamos até o Angeli.

40 anos sem Carlos Marighella

A Caixa Cultural, no centro do Rio de Janeiro, abriga até o próximo domingo uma exposição imperdível em lembrança aos 40 anos do assassinato do comandante Carlos Marighella.

Filho de uma negra e um imigrante italiano, Marighella nasceu na Bahia em 5 de dezembro de 1911, onde ainda adolescente iniciou sua militância no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Foram quarenta anos de vida política, que lhe valeram um mandato na Assembleia Constituinte de 1946, três prisões - uma delas por seis anos - e a maior parte da vida na clandestinidade.

Expulso do PCB por divergências político-ideológicas em 1967, Carlos Marighella engajou-se na luta armada, fundou a Aliança Libertadora Nacional (ALN) e tornou-se o inimigo número 1 da ditadura de 1º de abril de 1964. Aos 58 anos, mantinha-se na linha de frente da organização mais poderosa da esquerda armada brasileira, quando foi atraído para uma armadilha e assassinado em 4 de novembro de 1969 pela equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury.

Para encobrir o crime, uma operação desastrada em São Paulo que culminou com a morte de outras duas pessoas, a polícia montou uma farsa, que muito mal sustentava a tese de que Mariguella havia resistido à prisão. Somente três décadas depois, o médico legista Nelson Massini revelaria que o comandante da ALN fora abatido por um tiro à queima roupa.

Na ocasião da transferência de seus restos mortais para o cemitério de Quintaúnas, em 1979, em Salvador, o escritor Jorge Amado dedicou-lhe as seguintes palavras:

Atravessaste a interminável noite da mentira e do medo, da desrazão e da infâmia, e desembarcas na aurora da Bahia, trazido por mãos de amor e amizade. Aqui estás e todos te reconhecem como foste e serás sempre: incorruptível brasileiro, um moço baiano de riso jovial e coração ardente. [...] Tua luta foi contra a fome e a miséria, sonhavas com a fartura e a alegria, amavas a vida, o ser humano, a liberdade.

É possível saber mais sobre Marighella no site www.carlos.marighella.nom.br.

A Caixa Cultural fica na Av. Almirante Barroso, 25, pertinho do metrô da Carioca. De quinta a sábado, das 10h às 22h. No domingo, das 10h às 21h. A entrada é gratuita.

Pense no Haiti

O Haiti não merece ser lembrado apenas por sua imensa pobreza e pelas catástofres naturais como o terremoto desta semana.

Dois anos depois da Revolução Francesa (1789), os negros escravos haitianos fizeram história quando se rebelaram contra o domínio colonial francês e se tornaram um dos primeiros países independentes das Américas.

Foi a primeira e única vez que os escravos tomaram o poder em todo o mundo. Comandados por François Dominique Toussaint, os negros enfrentaram a violência das expedições francesas, inglesas e espanholas em nome de sua liberdade.

Os ecos da Revolução de Santo Domingo (nome da capital da antiga colônia francesa) influenciariam todos os debates abolicionistas do século 19. Inclusive no Brasil, claro. Os grande senhores de terra aqui morriam de medo de que a revolução escrava chegasse ao país. Era o fantasma haitiano assombrando a elite portuguesa.

O César Parque está de luto por todas as vítimas, mortas e vivas, da tragédia da última terça-feira.

Tuesday, January 12, 2010

Parri


No outono, de manhã, pouco antes de o sol aparecer.

Na Sala de Vídeo

E por falar nos Beatles.

Uma música ciumenta do meu irmão João Lennon.

Na Sala de Leitura

E por falar no Profeta Ben.

Uma entrevista maravilhosa que o Jorge concedeu ao Pedro Alexandre Sanches.

Os indelicados

O CD American Demo (2008) é tão vigoroso e importante que nem parece disco de estreia de uma banda.

Mas é. E os responsáveis são os ingleses dos Indelicates.

Simon Indelicate e Julia Indelicate - and everyone else, Ed van Beinum, Kate Newberry e Al Clayton, que os acompanham em shows - definem seu som no My Space como "indie, folk rock, punk". Os rótulos ajudam a situar o camaradinho afeito à nomenclatura, mas não explicam como são boas as músicas e as letras.

Tanto Simon - que toca guitarra - quanto Julia - que toca piano - vão muito bem nos vocais e oferecem aos ouvintes letras abundantes, literárias, caudalosas, férteis, diferentes de quase tudo o que se ouve na atual cena britânica de rock.

Um segundo disco está nos planos da dupla para 2010.

Bem que eles podiam fazer shows no Brasil. E fazer o favor de também tocar no Rio de Janeiro.

Para abrir o nosso apetite, o clipe oficial de Julia, We Don't Live in the 60s:



OsNomesDasCoisas: Uma ótima banda, você sabe, se reconhece pelos ótimos nomes das suas músicas. Os camaradinhas já imaginaram os Beatles sem You've Got to Hide Your Love Away? Ou os Ramones sem Sheena Is A Punk Rocker? Ou o Rei Roberto Carlos sem As Curvas da Estrada de Santos?. Além de Julia, We Don't Live in the 60s, os Indelicates também aprontam If Jeff Buckley Had Lived, Last Significant Statement To Be Made In Rock'n'Roll, Our Daughters Will Never Be Free e We Hate the Kids. Vale dar atenção.

Limitações

Não li o Livro dos Mortos
e jamais acenei para um disco voador.
Não conheço outro contato
não me foi dado outro êxtase:
só este e este,
visível irremediável matéria.


(Francisco Alvim)

Monday, January 04, 2010

Clareou

Começar o ano muitíiiiiissimo bem acompanhado, assistindo ao sol nascer atrás do Arpoador, com os pés descalços na areia dançando Santa Clara Clareou é um excelente presságio.

Decidi compartilhar com os camaradinhas a versão original da música, incomparável, apesar dos shows incríveis do Jorge Ben.

Aquele que postou o vídeo no You Tube fez uma feliz confusão. Escolheu como ilustração a capa do disco Jorge Ben (1969), quando a canção foi lançada no Bem Vinda Amizade, de 1981.

Mas não é que ficou bonito como deus gosta?

Não é que ficou cheio de esplendor?

Repare na capa e me diga se você já viu alguma mais bonita.

Para saudar o ano que chegou com toda a beleza celestial, um dos profetas:

O melhor é o maior

A última pesquisa Datafolha diz o óbvio: além de ser a maior torcida do mundo, continuamos crescendo.

Segundo resultados divulgados pelo instituto de pesquisa nesta semana, a Nação Rubro Negra alcança 19% da população brasileira. Ou seja, um em cada cinco brasileiros é flamenguista, um não torce para ninguém, enquanto os outros três se dividem entre o resto. O Corinthians, nosso eterno vice quando é este o assunto, chega aos 12%. Nossos rivais locais tem desepenho pífio em nível nacional. O Vasquinho tem 5%, o Foguinho, 2, e o Timinho, apenas um.

Quando se trata de Rio de Janeiro, então, é covardia. Na capital, onde nasceu a fé rubro-negra que se espalharia pelo Brasil e pelo mundo, o Flamengo tem 49%, contra 13% do Vice pra Sempre, 12% do Último Tri-Vice, e também 12% do Vice do LDU. No levantamento realizado em todo o Estado, chegamos a 51% da preferência.

Depois dizem que somos exagerados.

Têm que respeitar!

Quando se fala de Flamengo, os camaradinhas sabem, tamanho é documento.

Craque o Flamengo faz em casa

O Mengo estreou com vitória na Taça São Paulo de Juniores. No último domingo, derrotamos o Shallon (!?!), de Roraima, por 3 a 0. O próximo compromisso é contra o Paulista, nesta quarta-feira, às 16h.

Toda vez que chega janeiro e vem a Copinha, eu me lembro nitidamente do único título que conquistamos na competição, em 1990. O time campeão tinha Piá, Djalminha, Nélio e outros jogadores que participariam do penta brasileiro em 1992.

O golaço que o Junior Baiano marcou na final contra a Juventus de São Paulo é inesquecível:



Ou não é?

PorQuêShallonShallonPorQuê: O camaradinha menos familiarizado há de estranhar a presença do Shallon de Rondônia na competição. Mas é assim mesmo: nesta 41ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, 92 times estão inscritos. Assim, além do Shallon, também é possível encontrar Primeira Camisa (SP) Primavera (SP), Olé Brasil (SP) e Al-Hilal, da Arábia Saudita. Tem até o Vasquinho, o Fluzinho e o Foguinho. Mas isso é uma outra história. Avante, Flamengo!