Friday, February 26, 2010

Sabor Pastiche

Coldplay é igual a cerveja sem álcool.

O preço é de cerveja.

A lata é de cerveja.

A cor é de cerveja.

A espuma é de cerveja.

Mas não é cerveja.

Nunca será cerveja.

Tudo que a turminha do Coldplay faz o U2 e o Radiohead já fizeram.

Com muitíssimo mais qualidade e muitíssimo mais verdade.

É só provar que você logo sente a diferença.

Monday, February 22, 2010

Aqui jaz o rock

Está acontecendo de novo.

A provável turnê do meu querido Placebo em abril deste ano no Brasil não inclui o Rio de Janeiro.

É uma covardia com os fãs, que lotamos os dois shows que a banda fez aqui, no Casa do Caralho Hall, em 2005 e 2007.

É uma covardia com quem precisa viajar para assistir a um show decente morando numa metrópole do tamanho do Rio.

Vocês acham que a gente sobrevive só de carnaval?

Na Sala de Vídeo, em protesto, uma pedrada que fez bombar muita festa de rock and roll no Rio de Janeiro alguns anos atrás.

Com os camaradinhas, The Bitter End.

E cuidado com o volume.

EiEiEi: Preste atenção ao Placebo. Não é dessas bandinhas que você ouve por aí, não. E nem mesmo por aqui. Placebo é coisa seríssima.

E na Visita Guiada:

...vamos juntos ao site do meu querido Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ.

Só termina quando o Mengo acaba

Os sofredores do Bostinha comemoram Taça Guanabara como quem festeja a conquista da Libertadores da América. Já tem gente até antecipando o título do Carioca 2010.

O problema é que ninguém vence o meu Flamengo de véspera. Ninguém. Ainda restam a Taça Rio e as finais do Estadual e o timinho de Marechal Hermes entrou na linha de tiro. Pelo quarto ano seguido. Eles já deveriam ter aprendido a lição.

Estreamos na Libertadores nesta quarta-feira em um jogo difícil contra o Universidad Católica, no Maracanã, mas a vocação do meu Flamengo é vencer toda e qualquer competição da qual faça parte. Seja na terra ou seja no mar.

Depois do vexame de ser eliminado por Fahel, Alessandro, Abreu e Caio no 1º turno do Estadual do Rio, o Mengo tem a obrigação de partir com tudo para conquistar o 2º turno e fazer mais uma final com o timeco do Joel Santana.

Confesso aos camaradinhas: eu mal posso esperar.

ElesQueSãoVicesQueSeEntendam: Além de perder a final para a cachorrada, os vascaínos ainda tiveram que ouvir o coro de Vice de Novo no último domingo. É muita humilhação. Por essas e outras que neguinho, ou melhor, portuguesinho anda querendo pular da marquise do Chiqueirão de São Cristóvão.

HojeAindaÉSegunda: E toda segunda-feira eu acordo e vou dormir pensando no Vasquinho. E no Foguinho, e no Corinthiazinhos, e no Atletiquinho e no Greminho...

Monday, February 08, 2010

Embromation Society

Não assistiria ao show da Beyoncé nem de graça. Mas é uma sacanagem com o público brasileiro colocarem a Wanessa Camargo para abrir a turnê no país.

Depois de investir no som "baba brega" de seus antecedentes e casar-se com um empresário do show business tupiniquim, a neta do Francisco agora quer nos convencer de que é uma estrela do pop internacional.

Pelo visto, nem o público da Beyoncé gostou: Wanessa nega, mas há relatos de sonoras vaias durante a sua brevíssima apresentação no Rio de Janeiro.

Acho que vai ser difícil transformá-la em uma diva brasileira do hip-hop. Falta a Wanessa algo difícil de definir, mas que pode ser resumido como: talento. Ou pelo menos a "gostosura" que garante a fama da Beyoncé. Em comum, as duas só têm os cabelos sempre esvoaçantes.

Melhor seria se ela somasse forças com outros ex-jovens sertanejos e ingressasse na banda de "rock errou" do eternamente sandy Júnior. Bizarria por bizarria, esta seria insuperável. Nem Marcelo Camelo gravando com Mallu Magalhães chegaria perto.

Na Sala de Leitura

Confira o dossiê A trajetória política de João Goulart no portal do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Wednesday, February 03, 2010

As Cinco Mais da Semana CParque FM:

1 - You Really Got A Hold On Me - Beatles
2 - In The Mouth A Desert - Pavement
3 - Power Out - Arcade Fire
4 - Vicar In A Tutu - Smiths
5 - Dangerous - Akon

Tropeço

Se esse timinho do Olaria correr contra o Fluzinho o que correu hoje contra o meu Flamengo, as bonequinhas das Laranjeiras vão ter trabalho no próximo domingo.

Empatamos - em 3 a 3 - pela primeira vez no campeonato e jogamos por uma vitória sobre o Boavista na última rodada para nos classificarmos em 1º do Grupo A.

Mais uma vez, a dupla Adriano e Vagner Love funcionou, garantindo um empate quando a derrota já estava a caminho. Mais uma vez, o sistema defensivo deixou a desejar, vítima da lentidão e da desorganização diante dos contra-ataques velozes do Olaria.

Por duas vezes a bola passou entre as pernas do Bruno e isto não é aceitável. A atuação do Fernando não é aceitável. O pênalti do David, também não. Empatar com o Olaria no Maracanã não é e jamais será aceitável para um time como o Flamengo.

Tem clube que leva de seis a zero e a torcida engole. Tem timinho que é surrado pela LDU e a torcida aplaude. Tem freguês que desce para a segunda divisão e torcedor tenta se matar. Aqui ninguém vai se suicidar por um empate com o Olaria. Mas ninguém aqui também vai deixar passar em branco. Ficaram devendo e nós vamos cobrar.

Avante, Flamengo!

Tuesday, February 02, 2010

Discoteca básica

Preste atenção.

Nenhuma banda entra na parada de sucessos da CParque FM por acaso.

(Aqui não tem jabaculê.)

Muito menos The Lemonheads.

Reencontrei-me com o disco It's A Shame About Ray outro dia e praticamente não consigo ouvir outra coisa.

Lançado em 1992, o álbum aponta para uma outra fase da banda, que lançou seu primeiro EP em 1986. Sem o parceiro Ben Deily, também compositor e vocalista do grupo, Evan Dando fez com a baixista convidada Juliana Hatfield (que deixa o Lemonheads logo depois das gravações) um dos melhores discos dos anos 90. Sem dúvida, mais melodioso do que seus trabalhos anteriores. E ainda tem toda aquela barulheira.

É o CD que tem o maravilhoso cover do clássico Mrs. Robinson, de Simon & Garfunkel. Foi o auge de popularidade da banda, que nunca fez assim muito sucesso. Muito provavelmente, Evan Dando ainda é mais conhecido do que o grupo que fundou.

Conheci o disco em um tempo remoto em que se alugavam CDs para serem gravados em fitas cassetes. Havia uma ótima locadora no Largo do Machado, no segundo andar da galeria Condor. Quem não viu não vai acreditar no tamanho da Video Game Center, na Tijuca. Como o aparelho de CD ainda não se popularizara, a solução era gravar na fita os discos preferidos. Sem esquecer de anotar os nomes das músicas no encarte do cassete.

Desde então a impressão é a mesma. É um álbum primoroso, com faixas maravilhosas como Alison's Starting to Happen, Confetti, My Drug Buddy, Bit Part e Kitchen.

Sem esquecer, é claro, da música que dá nome ao disco.

Com os camaradinhas, It's a Shame About Ray, no clipe original, estrelado por Johnny Depp, que já namorou a Winona Rider, vai dirigir o documentário sobre Keith Richards e está cotado para interpretar Ozzy Osbourne nos cinemas, por sugestão do próprio senhor das trevas. Um cara de sorte.

Monday, February 01, 2010

Rio Douro


Fim de tarde na cidade do Porto.

E na Visita Guiada:

Vamos juntos ao novo site do Maior Movimento de Torcidas do Brasil.

E na CParque FM:

Lemonheads, sempre.

Os nomes das coisas

Os camaradinhas já sabem que é possível reconhecer uma banda interessante pelo seu próprio nome, pelo nome de seus discos e pelos nomes de suas músicas.

E o inverso também é verdadeiro.

Vejam vocês a Pitty. Dá pra confiar em uma roqueira baiana com esse nome? Dá pra confiar em um banda que lança discos como Admirável Chip Novo ou Chiaroscuro?

Também tem esse tal de CPM 22. Neste caso, o nome do grupo diz quase tudo. Mas não é uma feliz coincidência que o vocalista da banda seja conhecido como Badauí?

Isso para não falar de NX Zero e Fresno. Dispensam comentários.

Na seara da MPB, dá pra levar a sério uma cantora chamada Maria Gadu? Cantando na novela das nove uma música intitulada Shimbalaiê?

O mesmo caso de aplica ao Coldplay, cujo vocalista é Chris Martin. Combinação mais sem graça impossível. Nomes insossos, banda mais insossa ainda.

Sejamos mais exigentes.