Tuesday, August 15, 2006

Calling on the gods

Sim, eu tenho uma preferida do Doors. Apesar de muitas e tantas músicas que fizeram e fazem parte da minha vida, "The soft parade" está viva em um lugar muito especial. Para quem não conhece, é a canção que dá nome ao disco lançado em 1969, quarto da carreira dos rapazes da Califórnia. Apesar de "Touch me", composta pelo guitarrista Robbie Krieger, o álbum é considerado um dos mais fracos da curta história de Jim Morrison e seus camaradas.

Ouça o disco todo você mesmo – a internet está aí para isso – e tire suas próprias conclusões. Para mim, sempre interessado nas ovelhas negras, um álbum que se inicia com “Tell all the people”, outra de Krieger, e se encerra com “The soft parade” não só é ótimo como merece ser ouvido do começo ao fim. Isso para não falar da mística “Wishful sinful” e da divertida “Easy ride”. Mas “The soft parade”, a música, é daquelas canções que valem um álbum inteiro.

Ao longo de oito minutos e trinta e quatro segundos, Mr. Mojo Rising reza, berra, blasfema, versa, delira, suplica e se diverte com a mesma desenvoltura com que a música de Krieger, Manzarek e Densmore se transforma. E as variações fazem da música uma colagem incomparável de climas e paisagens, um exemplar do que havia de melhor na poesia de Morrison. Quem a conhece e quem não a conhece pode curtir o videoclipe aqui do lado. Você vai entender porque “The soft parade” é obrigatória na programação da CParque FM.

PêEsse: Nascido em 8 de dezembro de 1943, James Douglas tinha por volta de 26 anos quando gravou este clipe. É impressionante como o Rei Lagarto envelheceu em tão pouco tempo. O homem de bochechas gordas atrás da barba espessa já estava muito diferente do garoto que fazia as meninas suspirarem na metade dos anos 60.

OutroPêEsse: Sei que as camaradinhas pensariam: “Mas é o Morrison!”. Fazer o quê?

MaisUmPêEsse: "If the doors of perception were cleansed every thing would appear to man as it is, infinite.” (William Blake)

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